O que fazer no Rio num feriado de muito sol? Ir à praia, claro. Mas e quando se é pego de surpresa porque mesmo sendo feriado você tem algum trabalho para fazer e o horário não permite partir cedo para a boa vida de sol e mar?
Bem, ontem o sol e aquele brilho azul da orla no Posto 6 nos agitou o coração. Pensamos: vamos terminar logo com o que temos a fazer e depois vamos almoçar perto do mar. Geralmente escolhemos casas amigas, com garçons amigos e o mar por testemunha. Imaginamos que iríamos ao Azul Marinho onde o Cícero nos recebe com sorriso, onde o Marcos e a Silvia são competentes e afetuosos, mas numa tarde de sol sabemos que as mesinhas do lado de fora, com direito à vista para o mar e cheiro de maresia, estariam todas lotadas. A outra possibilidade era o La Fiorentina no Leme, onde o Carlos e o Pereira nos recebem com entusiasmo e cujo chopinho gelado não nos deixa triste. Tentamos. Ah… bem que tentamos. Mas parece que todos tiveram a mesma idéia. A orla estava entupida de gente. As praias eram uma festa. Cadê uma vaga para estacionar?
Rodamos várias vezes pela Av. Atlântica até desistir debaixo do sol. E como a fome já era intensa, lá fomos nós para a Gávea (dica só para os que gostam de carne) comer uma picanha fatiada do Hipódromo. Tinha vaga para estacionar e um chopp honesto. Faltou o mar, é claro. Mas valeu pelo passeio, contornar a Lagoa Rodrigo de Freitas, ver gente bonita caminhando e tomando água de coco. Em dia de sol no Rio, nada se perde, é sempre um lucro atrás do outro, creiam-me.



